Assim como aconteceu com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos policiais civis de Alagoas (Sindpol) também foi acusado pelo PSDB de promover propaganda eleitoral antecipada, favorecendo o grupo de oposição que inicialmente pretende apoiar o ex-governador Ronaldo Lessa para disputar o governo e fortalecer a candidatura da ex-ministra Dilma Roussef (PT) no Estado.

A propaganda, que foi veiculada durante o horário nobre em uma emissora de tv local e fazia menção aos índices de violência registrados durante o governo tucano motivou uma ação e foi suspensa por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O PSDB questionou a origem dos recursos empregados pelo sindicato e ainda, o cunho eleitoral implícito na propaganda.

O presidente do PSDB em Alagoas, Claudionor Araújo afirmou que o Sindpol tem ligação direta com a CUT e conseqüentemente, com o PT e que por isso usou a propaganda para atacar diretamente o partido tucano, já que o atual governador, Teotônio Vilela pretende se reeleger e apóia a candidatura de José Serra para a presidência da República. 

Araújo destacou a decisão dos juízes do TRE, Raimundo Campos, que suspendeu a propaganda da CUT e Sebastião José Vasques, que fez a determinação acerca do Sindpol.

“Fizemos uma avaliação e entendemos que essas propagandas atingem o governo e têm teor eleitoreiro. Quando houve a suspensão em relação a CUT poucos dias depois a entidade utilizou o Sindpol, que é um de seus filiados, para atacar o PSDB, o que poderia acontecer com outros sindicatos. Está claro que essa foi uma determinação do grupo político que pretende chegar ao poder nas próximas eleições. A Tv Gazeta foi notificada e se conteúdos semelhantes forem veiculados a emissora estará desobedecendo a justiça”, informou.

Ele disse ainda, que houve uma solicitação para saber quanto o sindicato gastou com a veiculação da propaganda, dinheiro que de acordo com Araújo, provavelmente é proveniente de contribuições sindicais.

"Queremos saber qual a origem desse dinheiro que foi empregado em um anúncio no horário nobre, pois na sexta, sábado e domingo a publicidade custa uma fortuna. Será que a direção do Sindpol fez uma reunião com os policiais civis antes de tomar essa atitude?Não é correto usar o imposto sindical para campanha política", ressaltou