Huang Guangyu já foi considerado o homem mais rico da China, dono de uma fortuna de mais de R$ 3 bilhões (US$ 1,7 bilhão) menos de cinco anos atrás. Hoje responde por crimes de corrupção e suborno e pode passar até 14 anos na cadeia, tempo pelo qual foi condenado nesta terça-feira (18) por um tribunal de Pequim.

O ex-empresário, de 41 anos, foi detido em novembro de 2008 e indiciado em janeiro de 2009 por práticas de negócios ilegais.

Até a ocasião, ele aparecia como um bem-sucedido homem de negócios que cresceu vendendo eletrodomésticos a preços mais baratos do que qualquer concorrente. Isso rendeu-lhe, inclusive, o apelido de “o detonador de preços”.

Com US$ 500 no bolso e um diploma somente do ensino médio, ele fundou a cadeia de varejo Gome, que hoje tem 420 lojas na China. Ele começou a carreira vendendo produtos baratos na beira de rodovias de Pequim que comprava de fábricas na região.

Guangyu, segundo a Justiça, enriqueceu comprando e vendendo moedas estrangeiras em um esquema que envolvia remessas ilegais de dinheiro para Hong Kong. Também teve envolvimento nas manipulações na Bolsa de uma empresa cotada em Shenzhen e que ofereceu mais de R$ 1 milhão (US$ 600 mil) a autoridades.

Os subornos tinham como objetivo obter vantagens para a Gome e sua empresa imobiliária, a Beijing Pengrun.