Mesmo fora da seleção brasileira, Adriano ainda desperta a atenção dos clubes e da imprensa europeia. Com uma carreira marcada por gols, títulos e problemas extracampo, o atacante do Flamengo foi objeto de uma reportagem de dez páginas da revista francesa 'So Foot'. Na edição número 76, do dia 05 de maio, a publicação traça um perfil do Imperador e afirma que o centroavante é o maior 'suicida profissional' depois de Garrincha, ídolo do Botafogo e da seleção brasileira nas décadas de 50 e 60, que teve sua carreira marcada pelo alcoolismo.
Como uma criança de sete anos, afirma a publicação, o drama de Adriano começou com a morte de seu pai, em 02 de abril de 2009. Adriano deixou a Itália e se refugiou na Vila Cruzeiro, favela onde foi criado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Sem rumo, convocou uma entrevista coletiva anunciando o fim precoce de sua carreira.
Ao retornar para o clube de seu coração, o Flamengo, mesmo chegando apesar 103 quilos, destaca a revista, foi um dos responsáveis pela campanha do sexto título brasileiro do Rubro-Negro. No entanto, falta a treinos e confusão em baile funk o fizeram ser renegado na seleção de Dunga e ficar fora da Copa do Mundo da África do Sul.