Último a chegar no processo eleitoral o senador Fernando Collor (PTB) pode ser o primeiro a definir os candidatos à chapa proporcional, para as eleições de outubro. PTB, PRB, PT do B e PSL não devem ter problemas para se unirem e formar uma chapa única para os cargos de deputado estadual e federal.

A corrida para a Câmara Federal passa a ter outra configuração, em um cenário que pode complicar os candidatos a deputados federais que compõem a chapa de Ronaldo Lessa (PDT), formada pelo PDT, PMDB, PR, PT e PC do B.

Os aliados de Collor devem contar com dois dos favoritos para serem os mais votados na eleição da Câmara: o empresário João Lyra e a ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, ambos do PTB.

Além dos dois o grupo tem representantes fortes entre os católicos, com Ada Mello, e entre os evangélicos, com o deputado Chamariz, os dois do PTB. As outras duas legendas entram ainda com fortes nomes, como Galba Novaes (PRB) e Rosinha da Adefal (PT do B).

Para completar o forte grupo conta, ainda, com o deputado Augusto Farias (PTB) e pode ter o reforço de outro deputado, Francisco Tenório (PMN) e o presidente da Câmara de Maceió, Dudu Holanda (PMN), que dificilmente deixará de ficar com Collor.

Lutando para fazer seis deputados, o grupo faria um estrago considerável nas outras chapas e prejudicar, principalmente, Mauricio Quintella (PR) e Paulão (PT) e até mesmo Joaquim Beltrão e Olavo Calheiros, ambos do PMDB, que curiosamente são os alvos de Collor e Lessa para serem os vice das chapas.