Uma das presas durante operação da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (13), na Favela Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, Jonya Lúcia Trote Couto, que se dizia representante de entidades de defesa dos direitos humanos, costumava reagir contra as prisões de suspeitos na comunidade, segundo o secretário José Mariano Beltrame, que esteve no local no início da tarde.
“Ela tinha um comportamento muito agressivo e se colocava em defesa dessas pessoas que eram levadas para a delegacia para averiguações. Muitos não tinham passagem pela polícia, mas a maioria acabou sendo presa depois de investigações que comprovaram o envolvimento deles com o tráfico de drogas”, afirmou Beltrame.
Desde a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), segundo o secretário, a polícia passou a receber muitas queixas da suposta influência de Jonya e seu jeito arrogante de se dirigir às pessoas. Ela teria chegado a se apresentar em uma delegacia como integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil.
De acordo com o secretário, a operação foi montada para cumprir 29 mandados de prisão a partir de investigações que foram iniciadas em dezembro.
Mulher foi detida na porta da delegacia
Jonya foi detida na porta da delegacia, exatamente quando procurava saber do que se tratava a operação da Polícia Civil. Os investigadores sustentam que ela buscava informações para passar aos traficantes.
A polícia também prendeu Bárbara, irmã do traficante Azul, que comandaria o tráfico de drogas no Pavão-Pavãozinho e estaria escondido na Favela da Chatuba, na Penha. Havia um mandado de prisão contra ela, que também se apresentava como representante de organizações de defesa dos direitos humanos.
Bárbara é suspeita de esconder armas e drogas da quadrilha e depois enviá-las para a Chatuba, além de também ser acusada, assim como Jonya, de passar informações privilegiadas da polícia para traficantes.