As comemorações ao Centenário Aurélio chegaram a Brasília. Na última terça-feira (11), a Câmara dos Deputados prestou uma homenagem a Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1910-1989), dicionarista alagoano. Com a presença do filho do mestre, Aurélio Baird Ferreira, os parlamentares reconheceram a contribuição do lexicógrafo para o país.
O secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, representou o governador Teotonio Vilela e compôs a mesa da Câmara. Estiveram presentes ainda os secretários da Educação e do Esporte, Rogério Teófilo, e do Planejamento, Sérgio Moreira, do governo de Alagoas.
Em entrevista a TV Câmara, Viégas definiu o escritor nascido em Passo de Camaragibe. “É um homem que se tornou sinônimo de dicionário. Quando nós queremos saber uma palavra, o significado, procuramos o Aurélio. Ele também foi designado como o Caçador de Palavras, porque ele ia até a origem. Conversava com pessoas de todas as classes, exatamente, para responder à indagação de como as palavras surgiam”, revelou.
Lêdo Ivo, poeta alagoano e membro da Academia Brasileira de Letras, casa que também acolheu Aurélio, tratou sobre o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, o principal legado deixado pelo esposo de Marina Baird. “O Dicionário do Aurélio vai existir enquanto existir a Língua Portuguesa. Esse dicionário, como nenhum outro, é riquíssimo em brasileirismo”, explicou.
O deputado federal Aldo Rebelo, alagoano, falou sobre a versatilidade de Aurélio. “Além de dicionarista, ele foi jornalista. Trabalhou em jornais, inclusive ao lado de Graciliano Ramos. Foi importante tradutor da língua francesa para a portuguesa. Seus contos e traduções figuram como obras de destaque”, apontou.
Para saber mais sobre o autor de Dois Mundos e Mar de Histórias, confira o site www.centenarioaurelio.com.br, mais uma iniciativa do governo de Alagoas.