O estado de emergência que havia sido decretado na capital, Bangcoc, e seus arredores foi ampliado para outras 15 províncias da Tailândia para facilitar o controle dos manifestantes antigovernamentais, segundo os serviços de segurança.

Em Bangcoc, um manifestante foi ferido mortalmente na cabeça e outros dois ficaram levemente feridos em confrontos com as forças de ordem.

Mais cedo, um militar tailandês que passou para o lado dos manifestantes antigovernamentais, Khattiya Sawasdipol, foi alvo de disparos e hospitalizado em estado grave.

Vários tiros foram ouvidos perto do local onde se encontravam reunidos os manifestantes antigovernamentais, num momento em que o Exército ameaça isolar o bairro em que se encontram entrincheirados. O militar, muito popular entre os manifestantes e encarregado de fato de suas operações de segurança no bairro que ocupam há dois meses, recebeu um disparo no peito, segundo uma enfermeira do centro Hua Chiew, onde foi internado.

O governo acusa o general Khattiya, de 58 anos, de ser um dos principais adversário da reconciliação.

A crise se aprofundou na Tailândia nesta quinta-feira com a decisão do primeiro-ministro de Abhisit Vejjajiva de cancelar as eleições antecipadas e de enviar blindados para isolar o bairro de Bangcoc onde permanecem entrincheirados os manifestantes antigovernamentais.

Mais de 10 dias após o anúncio, o plano para o fim da crise de Abhisit Vejjajiva parece cada vez mais impraticável, depois de ter gerado esperanças e ter recebido a aparente aprovação das principais personalidades políticas do reino.