O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, escreveu em seu Twitter na madrugada desta quinta-feira (13) que uma plataforma de gás da companhia Aban Pearl afundou.
Em uma mensagem, o venezuelano também informou que os 95 trabalhadores da instalação estão a salvo.
Algumas horas depois, Chávez voltou a postar um recado na rede de microblogs anunciando que os trabalhadores foram retirados do local e que as Forças Armadas da Venezuela se dirigiam à área.
O jornal venezuelano Últimas Noticias publicou que o ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, disse que o afundamento não representa risco para o ambiente.
Ramirez, que também é presidente da petrolífera estatal PDVSA, disse que o afundamento ocorreu às 2h20 locais (3h50 em Brasília), em uma entrevista à Agência Bolivariana de Notícias (ABN), ligada ao governo. Três horas antes, disse o ministro, os sistemas de alarme da plataforma dispararam após detectarem uma falha no sistema de flutuação do equipamento.
A agência informou ainda que, quando a plataforma começou a se inclinar, 92 trabalhadores foram retirados. Ficaram apenas o capitão e os engenheiros navais responsáveis pelo sistema de flutuação.
Ramírez disse também à ABN que a inclinação aumentou a um ângulo de 15 graus, e os funcionários ativaram mecanismos para preservar a integridade do poço. Também nesse momento, desconectaram o tubo que liga a plataforma ao poço de petróleo.
- Imediatamente, o poço fica seguro com válvulas de proteção. Por isso, asseguramos que não há problema de nenhuma fuga [vazamento de petróleo] ao meio ambiente (...). O poço está em condições normais, perfeitamente seguro.
Ramírez afirmou que faria sobrevoos na região. E que os trabalhos se concentravam no resgate dos trabalhadores, que estavam em barcos de apoio.
Dois "barcos" sustentam a plataforma; um deles falhou
A plataforma pertence ao campo Dragón do projeto Mariscal Sucre, que se destina à exploração e à produção de gás e petróleo no extremo nordeste do Estado de Sucre.
Segundo a ABN, a estrutura tem 72 metros quadrados e é sustentada por colunas. Essas colunas estão ligadas a uma estrutura que flutua na água, como se a plataforma fosse carregada por dois "barcos". Ramírez explicou um desses "barcos" apresentou problemas, o que provocou a falha.
A revista do setor Upstream publicou que a plataforma opera para a PDVSA em um contrato de cinco anos, iniciado em 2009.
A Aban Offshore, empresa que detém a plataforma, emitiu um comunicado informando que um incidente prejudicou a estabilidade da estação, mas não forneceu mais detalhes sobre as razões do afundamento.
A PDVSA informou que o total de investimentos no projeto de Mariscal Sucre atingirá R$ 14,8 bilhões (US$ 8,4 bilhões) até 2015.