A torcida do Palmeiras anda sem paciência com o time depois das eliminações precoces no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. A pressão já prejudicou o atacante Vágner Love, que trocou o Verdão pelo Flamengo, e o meia Diego Souza, com futuro indefinido no clube. Para evitar mais problemas, o atacante Ewerthon pediu nesta terça-feira uma espécie de trégua ao torcedor que vai ao Palestra Itália para que o time busque uma boa posição no Campeonato Brasileiro. Contra o Vitória, na estreia do Brasileirão, a torcida chiou após a magra vitória por 1 a 0.
- O torcedor palmeirense não joga contra o time, mas ele quer ver uma equipe aplicada, com vontade e jogando bem. No sábado, antes do jogo, a torcida estava vaiando, insultando, mas com a partida iniciada ela torceu, apoiou e viu o empenho dos jogadores. Já pedi calma ao torcedor naquele momento, e peço novamente. Precisamos muito deles se quisermos conquistas - afirmou Ewerthon.
Atualmente, Diego Souza sofre com a pressão da torcida. Após o jogo contra o Atlético-GO, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, ele fez gestos obscenos em direção a um grupo de torcedores no Palestra Itália e foi afastado do elenco dias depois, com a justificativa de uma pequena lesão na coxa direita. Hoje, sua saída do clube é dada como certa pela diretoria. Mas os companheiros de time saem em defesa do jogador.
- O Diego é um cara sensacional dentro e fora de campo. Independentemente daquele episódio com os torcedores, ele é um jogador que dá a vida para defender o Palmeiras. E sair daquele jeito que ele saiu, sendo vaiado e xingado, acaba sendo difícil manter a cabeça fria. Ninguém suporta isso, é normal - lembrou o volante Márcio Araújo.
Ainda que defenda Diego Souza, Márcio reconhece a legitimidade dos protestos da torcida. Para ele, só os próprios jogadores podem mudar essa situação, ao longo do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.
- No jogo é uma situação chata, ninguém gosta de ver seu torcedor cobrando e vaiando dentro do jogo. O torcedor vai para apoiar, incentivar, mas quando não resolvemos dentro de campo acontece isso (os protestos) - lamentou Márcio.