A plataforma Deepwater Horizon, da British Petroleum, continua despejando diariamente 800 mil litros de óleo no mar e, provavelmente, entrará para a história como um dos mais dramáticos acidentes ambientais dos Estados Unidos. Instalada no Golfo do México, a cerca de 70 quilômetros da costa, em frente a Nova Orleans, a plataforma explodiu no dia 20, afundando dois dias depois, após causar a morte de 11 pessoas.

Por isso, a pergunta que se faz é por que a Deepwater Horizon estava lá, com autorização do governo norte-americano? "Porque as reservas do maior importador e consumidor de óleo do mundo podem estar minguando", responde Moacyr Duarte, pesquisador sênior de análise de riscos da Coppe/UFRJ e um dos maiores especialistas brasileiros em riscos ambientais e tecnológicos.

Até 2008, a exploração era proibida naquela região do lado americano do Golfo do México. Mas a moratória foi suspensa por George W. Bush, com anuência do Congresso americano e, em outubro de 2009, a Deepwater Horizon iniciou suas operações no chamado campo de Mississipi Canyon dentro do bloco 252 arrematado pela BP.