Roberto Carlos diz já ter em mente a estratégia de conformismo caso Dunga não o convoque para o grupo que disputará a Copa do Mundo, mas afirma estar ansioso quanto à possibilidade de um chamado para a seleção. Desde que o treinador assumiu a equipe nacional, o lateral corintiano jamais foi convocado.
Mesmo sendo “azarão” para a lista dos relacionáveis, o jogador acredita ter feito atuações convincentes pelo Corinthians na temporada, razões para sonhar com o Mundial.
A divulgação dos 23 convocados ocorre na tarde desta terça-feira, no Rio de Janeiro. Roberto Carlos avisou que estará em frente à TV para saber se terá oportunidade.
“O mais importante é que a imprensa e as pessoas voltaram a falar de mim nas ruas. Isso me deixa orgulho. A ansiedade existe. Mas ao mesmo tempo em que existe a ansiedade, sei que nos últimos quatro anos passaram diversos laterais. O Dunga tem boas opções, mas claro que se tiver meu nome, serei o homem mais feliz do mundo. Mas se não sair meu nome na lista, serei só agradecimentos”, discursou o jogador nesta terça, no Parque São Jorge.
Além do seu afastamento da seleção na era Dunga, o lateral-esquerdo teve relacionamento rachado com a CBF. Aos 37 anos, 17 deles defendendo a seleção, Roberto Carlos deixou a equipe nacional logo após a Copa de 2006, quando foi apontado como um dos responsáveis pela eliminação da seleção diante da França.
O jogador reprovou a postura do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que criticou a preparação do elenco para o torneio de 2006. Roberto Carlos avalia que a CBF se eximiu de culpa pelo fracasso na Copa da Alemanha, colocando a responsabilidade sobre os medalhões daquele elenco.