O deputado federal e presidente do PTB em Alagoas, Augusto Farias, reiterou a possibilidade de haver dois candidatos de oposição para disputar o governo do Estado e concorrer com o atual governador Teotônio Vilela (PSDB) nas eleições deste ano.

O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) – que inicialmente seria o candidato da Frente Popular - e o senador Fernando Collor de Mello (PTB) se reuniram no último dia 6, em Brasília, para definir os rumos de suas candidaturas.

Collor tentou justificar a possível candidatura afirmando que não teria mandato a perder, pois caso não vença a eleição para o governo, retornaria ao Senado. Lessa continuou se mostrando irredutível, destacando que sua candidatura já estava definida com o apoio do PMDB, PT, PCdoB, PR e PV e PT, com o objetivo de favorecer a ex-ministra Dilma Roussef (PT), candidata do presidente Lula (PT).

Para Farias, os dois candidatos dariam reforço à campanha de Dilma e, ao contrário do que foi cogitado anteriormente, a ex-ministra não recusaria o apoio do PTB, que seria uma importante base aliada. Caso isso não acontecesse, o partido apoiaria a candidatura do tucano José Serra (PSDB) para a presidência da república.

Porém, o deputado federal ressaltou que a oficialização das candidaturas só vai acontecer no dia 30 de junho.

“Seriam dois palanques para fortalecer a candidatura em nível nacional, por isso acredito que o PT não recusaria o apoio de Collor. Já houve uma reunião entre ele e Lessa para mostrar as vantagens do senador ser candidato. Na atual conjuntura política Collor pode ser um grande líder, por atingir o eleitorado mais humilde, que em tese se sente órfão, porque Téo e Lessa não se importam.Também há muitos prefeitos insatisfeitos com o governador”, destacou o deputado federal.

Segundo Augusto Farias, haverá muito diálogo para definir os rumos das candidaturas, que, para ele, são fortes. O deputado federal falou ainda sobre a possibilidade de haver um segundo turno, com uma disputa bastante acirrada. Nesse caso, se Collor ou Lessa disputarem com Téo, os partidos que apóiam os dois pré-candidatos irão se juntar contra o atual governador.

“Se as três candidaturas se confirmarem, o novo governador não deverá ser escolhido no 1° turno. Se Collor e Lessa não forem juntos para o 2° turno, todos devem ficar ao lado de um deles contra o Téo. Defendo o que está acontecendo, que é justamente essa disputa sadia e baseada no diálogo para definir os rumos das eleições deste ano”, afirmou Farias.