O hábito de tomar chimarrão, principalmente no Sul do país, faz a produção de erva-mate crescer. Só neste ano, o aumento chega aos 20%. Para os gaúchos, é um costume tão importante que existe até a escola do chimarrão.
O agricultor Vanderlei José Ronsoni, de Erechim, investe no setor há 40 anos. No ano passado, o produtor colheu 5 mil arrobas de erva-mate. Neste ano, a produção será maior.
Se o setor primário vai bem, imagine a indústria. Em 2010, as ervateiras devem produzir pelo menos 20% a mais do que no ano passado. Uma indústria gaúcha estima fabricar 500 mil quilos por mês. A diversificação de produtos feitos com erva-mate e a abertura do mercado internacional estimulam o setor. Hoje, o Brasil produz 200 mil toneladas de erva por ano.
Mas, no Rio Grande do Sul, não é só a produção da erva-mate que ganha destaque. A fabricação da bebida típica do gaúcho é tão importante que tem até uma escola.
O instituto, com 12 anos, tem o objetivo de perpetuar essa tradição gaúcha. A Escola do Chimarrão de Venâncio Aires é formada por um grupo de pessoas que percorre o país fazendo palestras, promovendo eventos culturais e artísticos sem fins lucrativos.
Para chamar a atenção, a escola do chimarrão desenvolveu mais de 30 maneiras diferentes de preparar o mate. Tem para todos os gostos, tamanhos e vontades. Uma das "receitas" é a do chimarrão dos 11 segundos, em que um típico gaúcho ensina a dosar a erva-mate e a água quente