O senador paraguaio Robert Acevedo, que se recupera de um atentado que matou dois de seus seguranças, pediu nesta segunda-feira (3) aos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Paraguai, Fernando Lugo, maior investimento para combater o narcotráfico que opera na fronteira.
Em entrevista à agência Efe, Acevedo disse que o governo está perdendo a batalha para o tráfico.
- Queremos mão dura dos governos do Paraguai e do Brasil. Neste momento estamos perdendo a batalha.
Acevedo, do governista Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), foi ferido no braço em um ataque cometido no dia 26 de abril na cidade de Pedro Juan Caballero, capital do Departamento de Amambay, onde Lula e Lugo se encontraram nesta segunda-feira.
O ataque foi atribuído a grupos de narcotraficantes que operam na cidade, vizinha ao município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, onde os presidentes farão reuniões hoje.
Acevedo comparou a situação no Paraguai à guerra do narcotráfico na região de fronteira entre o México e os Estados Unidos.
- Existe muito perigo de que (Pedro Juan Caballero) se transforme em uma Ciudad Juárez ou uma Tijuana.
De acordo com o senador, o comércio de drogas na região está crescendo, bem como a compra de fazendas de criação de gado no interior paraguaio.