O cineasta franco-polonês Roman Polanski rompeu o silêncio neste domingo (2) e falou sobre o pedido de extradição dos Estados Unidos, após acusações de ter feito sexo com uma adolescente há quase três décadas.
Afirmando que o caso é baseado em uma mentira, Polanski acusou a autoridades de quererem sua cabeça em uma bandeja. "Eu não posso ficar mais em silêncio porque o pedido de minha extradição enviado às autoridades suíças é baseado em mentira", afirmou Polanski em comunicado enviado a seus advogados, em Paris.
"Os Estados Unidos continuam pedindo minha extradição mais para servir minha cabeça em uma bandeja para a mídia do mundo todo do que para realizar um julgamento onde já foi feito um acordo há 33 anos".
O cineasta, acusado pela justiça americana de ter mantido relações sexuais ilegais com uma menor em 1977, está em prisão domiciliar em seu chalé de Gstaad (Suíça) à espera da decisão judicial suíça sobre se o extradita ou não para os Estados Unidos.
Advogado quer liberdade para cineasta
A Suíça, que tem que se pronunciar sobre o pedido de extradição do cineasta Roman Polanski aos Estados Unidos, deve "devolver de uma vez por todas a liberdade" ao diretor, afirmou em abril o advogado Hervé Témime, depois que um tribunal de apelações da Califórnia se negou a julgar o artista à revelia.
"Hoje corresponde às autoridades suíças, fora da confusão e das pressões intolerávels da opinião mal informada, dizer a verdade e devolver de uma vez por todas a liberdade a Roman Polanski", afirma o advogado em um comunicado.
As autoridades suíças afirmaram em fevereiro que não se pronunciariam sobre a extradição de Polanski antes da justiça americana emitir um parecer definitivo sobre um julgamento à revelia. Uma corte de apelações da Califórnia negou a possibilidade do processo sem a presença do cineasta.