O anúncio do deputado federal Benedito de Lira (PP), feito na última quinta-feira (29) para confirmar o apoio ao governador Teotônio Vilela (PSDB) na disputa pela reeleição, mexeu com a estrutura de alianças que começaram a se formar para as vagas na Câmara Federal.
Tudo isso porque o deputado federal, que pretende disputar o senado, teria a intenção de que o filho, Arthur Lira (PP) concorresse a uma das nove vagas da Casa, atrapalhando algumas candidaturas de alidos do governador.
O ex-deputado João Caldas e o deputado estadual Rui Palmeira, ambos do PSDB podem ser os mais prejudicados,mas, a reeleição dos atuais deputados federais Carlos Alberto Canuto (PSC) e Givaldo Carimbão ((PSB) também pode ser ameaçada, caso Arthur Lira entre na disputa, embora eles tenham garantido apoio a Benedito de Lira para o senado.
Caldas afirmou para o Cadaminuto que o apoio de Benedito de Lira é bem-vindo, devido à força do PP, o que de acordo com ele pode servir para fortalecer a política estadual e a chapa proporcional. Porém, o ex-deputado destacou que a insatisfação que existe entre os candidatos acerca da possível entrada de Artur Lira na disputa não é segredo, lembrando ainda, que PSDB, DEM, PPS e PMN viverão um novo capítulo da conjuntura política.
“O diálogo com o governador Téo Vilela é aberto e franco, porque o PSDB vai decidir quem entra na disputa. Essa é a regra do jogo, que já foi jogado antes, mas haverá uma evolução das alianças, pois até junho outros partidos poderão entrar. O importante é saber quem será lançado para a Câmara Federal e a Assembléia Legislativa. Nessa disputa a entrada do PP não é certa, a não ser pelo Benedito de Lira no senado”, destacou o ex-deputado.
Segundo ele, a candidatura de Vilela para a reeleição é forte, por representar o retrato do governo. Caldas ressaltou que tudo que chegue para somar será bem vindo e disse ainda, que o nome de Benedito de Lira remete ao do filho, o que poderia mudar a conjuntura política de Alagoas e afetar outros candidatos. “Ao mencionar Arthur Lira lê-se Benedito. Eles têm a mesma força, mas o problema é que existe uma equação que precisa ser bem elaborada”, afirmou.
