O aniversariante Dodô recebeu domingo a notícia de que será titular contra o Vitória e terá a chance de corrigir o histórico de irregularidade do ataque vascaíno nesta temporada. A marcante goleada de 6 a 0 sobre o Botafogo foi um oásis no deserto de placares apertados, justamente o que o alvinegro precisa evitar para seguir firme e forte na Copa do Brasil. O retorno do camisa 10 ao time titular é providencial para quem precisa vencer por três gols de diferença, e sinaliza bem as dificuldades que oVasco tem passado para encontrar uma dupla de ataque considerada ideal.
Este ano, entre os clubes grandes do Rio, apenas o Fluminense utilizou mais jogadores no setor. Pelo menos o tricolor carioca conseguiu transformar a variedade em gols. Já o time de São Januário amarga a condição de pior ataque do futebol carioca. "Todos procuram melhorar e é normal que as opções contratadas sejam testadas em algum momentos. Lesões e suspensões acontecem. Em casa, já fizemos bons jogos e temos tudo para repetir isso", afirmou Dodô, agora com 36 anos. Nem mesmo o caldeirão de São Januário tem sido um fator positivo para as goleadas em 2010.
O estádio recebeu nove partidas do Vasco este ano e, das quatro vitórias por três ou mais gols de diferença que o time soma até o momento, apenas uma foi em casa - 4 a 0 em cima do Macaé. O estilo de jogo do Vasco, com três volantes e muitas vezes apenas um atacante de ofício, é propício para as vitórias magras e sem grandes riscos na defesa. Fernando Prass defende o esquema, mas admite que para quarta-feira, vencer apenas não basta. "Não esticamos alguns placares porque não havia razão para arriscar com 2 a 0. Esta é a primeira vez que jogamos precisando de um resultado maior. É uma situação nova, que exige procedimentos novos, mas, na pior das hipóteses, 2 a 0 nos serve", disse.