Duas explosões em uma mesquita de Mogadício, capital da Somália, deixaram ao menos 32 pessoas mortas e mais de 70 feridas - entre elas um importante membro do grupo islâmico Al-Shabab, acusado de manter ligações com a al Qaeda.
Foi o segundo ataque nesta semana contra mesquitas no mercado de Bakara, uma área da capital somali dominada pelos dois principais grupos rebeldes do país - o Al Shabab e o Hizbul Islam.
O ataque deste sábado foi na mesquita de Abdalla Shideye, usada por integrantes do Al Shabab para discursos.
Parentes e conhecidos das vítimas colocam os corpos das vítimas fatais na esquina da mesquita, e as cobrem com mantas. Os feridos ficam no aguardo de ambulâncias.
Algumas testemunhas no local disseram que um dos líderes do Al Shabab, Fuad Mohamed Khalaf, era o alvo principal do ataque. Khalaf, também conhecido como Fuad Shongole, está incluído em um na lista em que o governo da Somália enviou para a ONU pedindo sanções.
"Trinta e duas pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas no ataque", informou o Sheikh Mohamed Ibrahim Bilaal, integrante do Al Sahbab. "O Sheikh Fuad teve ferimentos nas mãos. As equipes de resgate ainda estão fazendo a remoção dos feridos aos hospitais", anunciou.
Ainda não há suspeitas claras sobre quem provocou o atentado. Alguns residentes na região da cidade acusam o governo oficial, que luta contra os dois grupos rebeldes. O ministro da Informação Dahir Mohamud Gelle informou que o governo não atacaria os rebeldes em uma área de alta concentração urbana. A Somália está envolvida em uma guerra civil desde 1991. O governo oficialmente reconhecido pela comunidade internacional controla apenas alguns setores da capital Mogadício. O Al Shabab luta contra o governo desde 2007 e domina a maior parte da cidade.