A apropriação do 1º Maio por Lula e pela candidata petê Dilma Rousseff empurrou a campanha do rival tucano José Serra para longe de São Paulo.

 

Serra vai a Santa Catarina. Aproveita o Dia do Trabalhador para achegar-se aos missionários de Deus.

 

Participa, em Camboriú, do 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora.

 

Quem promove é a Assembleia de Deus. Os organizadores prevêem que darão as caras cerca de 160 mil fiéis.

 

Bem menos que a platéia estimada para as três festas de centrais sindicais que Lula e Dilma prestigiarão em São Paulo: algo como 1,3 milhão de pessoas.

 

Porém, além de afagar o eleitor evangélico, Serra mira um segundo alvo. Convidou-o para o encontro dos missionários o pastor Everaldo Pereira.

 

Vem a ser o presidente do PSC (Partido Social Cristão). Com menos tempo de TV que Dilma, Serra luta para ampliar sua vitrine eletrônica.

 

Embora integre o consórcio partidário que dá suporte a Lula no Congresso, o PSC do pastor Everaldo está na bica de fechar com Serra.

 

A despeito do nome sacrossanto, a legenda abriga pecadores como Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal.

 

O tucanato, porém, dá de ombros. Além do PSC, tenta enfiar dentro da coligação de Serra o PTB do deputado cassado Roberto Jefferson.

 

De resto, para ultrapassar a marca de oito minutos de propaganda televisiva, o PSDB oferece a Francisco Dornelles, presidente do PP e primo de Aécio Neves, a vice de Serra.

 

Assim, a coligação dos sonhos -ou dos pesadelos- de Serra inclui: PSDB, DEM, PPS, PSC, PTB e PP.

 

Pendurado no twitter até de madrugada, Serra confirmou: "Vou a Camboriú neste sábado".

 

Noutra mensagem, conduziu os internautas que o seguem a uma canção que sugere a busca por outro destino, assentado em algum lugar além do arco-iris:

 

“Linda versão de Somewhere Over the Rainbow, com o cantor havaiano Israel Kamakawiwo'ole”, escreveu Serra.