Em entrevista exclusiva ao Cadaminuto o ex-governador Ronaldo Lessa falou pela primeira vez do cenário político alagoano após a revelação da intenção de Fernando Collor de Mello ao governo do Estado, e foi incisivo. “Minha candidatura é irreversível.”
Ronaldo foi ainda mais além dizendo que logo após as notícias de que Collor estava confirmando sua candidatura recebeu telefonemas de Joaquim Brito do PT, Mauricio Quintella do PR e até do senador Renan Calheiros, do PMDB afirmando que todos reforçaram o apoio a sua candidatura.
“A traição do Benedito de Lira já era esperada,o PP estava conosco pelo partido participar da base do presidente Lula, mas ele nunca fez parte de uma conjuntura de candidatura de sócio-esquerda e com Collor acontece a mesma coisa”
Lessa disse que agora trabalha para definir o mais rápido possível os candidatos a Senado da nova composição, que segundo ele contará com o PDT,PT,PC do B, PV, PR e PMDB. “Temos que discutir se o Luna ou o Bomfim estarão junto com o Renan Calheiros para serem os candidatos ao Senado de nossa chapa” explicou ele
O ex-governador reconhece que a conjuntura muda um pouco, mas se disse agora se sentir mais a vontade com esta composição.
“Agora mais do que nunca a eleição em Alagoas está delineada, de um lado os usineiros, representados pelo governador Teo Vilela, de um outro as velhas forças políticas ligadas ao Collor e do nosso lado uma conjunção de partidos que tem um histórico de luta a favor dos movimentos sociais e do povo alagoano” explicou Lessa.
Ele ainda ressaltou que neste quadro ficaria evidente que seu palanque seria o de Dilma Roussef e de Lula no Estado e que a candidata a presidente pelo PT estaria empolgadíssima com a eleição em Alagoas.
“Ela falou para mim que fará de tudo para vir a Alagoas ainda em maio, durante o encontro da Construção Civil, mas que apesar disto estará pelo menos duas vezes em Alagoas nos próximos meses” explicou Lessa.
