Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Joaquim Roriz e mais 39 pessoas envolvidas na Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal deverão ser ouvidas por escrito pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, segundo decisão tomada nesta quarta-feira na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Entre os convocados estão deputados distritais e secretários de Estado. "A ideia é ouvir todos os citados no inquérito que deu origem à Operação Caixa de Pandora, seja como testemunha seja como acusado", disse o relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT).
As perguntas devem ser elaboradas e encaminhadas em até dez dias. O mesmo prazo será dado aos depoentes para responder aos questionamentos. O relator da comissão disse ainda que se for necessário, os citados poderão ser convocados para prestar depoimento presencial na Câmara.
De acordo com deputado petista, a proposta inicial era ouvir o ex-governador Arruda e outras seis pessoas pessoalmente, e o restante responderia por escrito, no entanto, "não houve acordo entre os integrantes da Comissão".
Segundo o deputado, as oitivas por escrito realizadas com empresários citados na Operação Caixa de Pandora foi considerada "razoável", e permitiu agregar informações úteis ao conjunto documental da CPI.
O presidente da comissão, deputado Batista das Cooperativas (PRP), disse que o ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas, e o ex-ministro Agnelo Queiroz também devem ser ouvidos, mas retirou seus requerimentos da pauta.
De acordo com Batista, Izalci foi investigado na extinta CPI Digital, e Agnelo teria conhecimento das denúncias de Durval Barbosa antes da divulgação da Operação Caixa de Pandora.
"Essa não é CPI do Inquérito 650, e estamos ouvindo pessoas nas condições de acusadas e de testemunhas", disse Batista. Os requerimentos para as novas convocações devem ser reapresentados em outra ocasião.