Um dos maiores feitos da administração Roberto Dinamite, a parceria entre Vasco e Eletrobras balança. Asfixiado financeiramente, o clube ainda luta para conseguir as certidões negativas de débito (CNDs) e receber a segunda parcela da estatal, no valor de R$ 7 milhões. Apesar disso, há dois meses o clube está atrás de um plano B e barganha com o Banco Bonsucesso a condição de patrocínio master, hoje ocupada pela empresa do Governo Federal.
Quem confirma a negociação é a própria empresa, representada pelo diretor-executivo Fábio Drumond. Segundo ele, o Vasco já fez uma proposta, de valor resguardado por uma cláusula de confidencialidade. Entretanto, cogita-se que o número seja semelhante ao pago atualmente pela Eletrobras "cerca de R$ 14 milhões por ano", o que estaria dificultando o acerto.
"Estamos conversando com três clubes e o Vasco é realmente o mais atraente. Ainda não fizemos uma contraproposta. Nossa diretoria está estudando quanto poderemos disponibilizar para que possamos firmar um acordo, o que nos interessa", disse o executivo.
Em São Januário, o assunto é segredo guardado a sete chaves. A expectativa é de que esta semana o clube tenha uma posição definitiva a respeito das certidões negativas de débito, mas as esperanças, depois de quase quatro meses de fracasso, não são muito grandes. O vice-presidente de finanças, Nelson Rocha, admite o problema, mas garante que o Vasco não deixará a parceria com a estatal.
"A Eletrobras está conosco e nós não iremos abrir mão disso. Estamos trabalhando para resolver a questão das certidões e os contatos que fazemos com outras empresas é normal para quem está à procura de outros parceiros", afirmou.
Nos corredores da Colina, o otimismo não é tão grande quanto o de Rocha. Há quem defenda o fim da parceria com a Eletrobras para que o Vasco receba normalmente.
"O clube não tem dinheiro. Ou paga os funcionários, ou paga os jogadores, ou paga as dívidas. É complicado. Essa dívida é o peso da herança deixada pelo Eurico Miranda, que hoje faz pose de bom", disse uma pessoa ligada à diretoria, que preferiu não se identificar.