As pré-candidaturas do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo e a da ex-prefeita Marta Suplicy ao Senado serão oficialmente lançadas neste sábado com a missão principal de evitar que a vantagem dos tucanos do Estado seja decisiva na eleição presidencial.

"Em São Paulo, decidiremos a vitória ou a derrota do processo eleitoral nacional", afirmou o presidente da PT de São Paulo, Edinho Silva, lembrando que o PSDB tem como meta estabelecer uma diferença de 5 milhões de votos em favor do ex-governador José Serra apenas no Estado.

Pesquisa "[Datafolha]": http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u713320.shtml, divulgada no dia 31 de março, mostra que Geraldo Alckmin tem 53% das intenções de voto, enquanto Mercadante aparece com 13%.

A pré-candidata petista Dilma Rousseff e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participarão também do ato de lançamento que acontecerá no Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O PT organiza uma estrutura idêntica da usada na manhã do dia 10 de abril quando foi feito um evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, para contrapor o lançamento de Serra, que acontecia em Brasília.

Além dos 1.200 delegados que estarão no sindicato no sábado, o PT convoca na internet os militantes petistas para dar maior repercussão ao lançamento. O site do partido irá transmitir o ato.

Um texto com as metas da campanha Mercadante também será apresentado. O título da peça --"Em São Paulo muito mais é possível"-- lembra o slogan de Serra --"O Brasil pode mais". No entanto, segundo o presidente do PT em São Paulo, esse não será o mote de Mercadante na campanha.

De acordo com Edinho Silva, o argumento de que uma boa votação em São Paulo será decisiva para Dilma também será usado nas negociações sobre as alianças. Por isso, o partido ainda espera o vereador Netinho de Paula (PC do B) como seja companheiro de chapa de Marta.

No entanto, nesta sexta, o vereador criticou a forma como PT tratou seu nome. "O PT não se posicionou até agora. Não tem nada garantido. Prometeram o que não podiam. E atrapalharam uma chapa que seria a ideal, com uma figura popular ao lado de Mercadante", disse Netinho.

Silva negou essa posição do PT. "Eu não consegui entender essa declaração do Netinho. O PC do B faz parte de um coletivo que faz parte da aliança nacional", afirmou.

O dirigente petista lembra que há 15 dias o PC do B participou de uma reunião na qual se decidiu não fechar a composição das chapas neste momento. "Se nós fecharmos a chapa hoje, é claro que o Netinho seria o nome mais favorável."