O primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu nesta sexta-feira (23) a ativação de um pacote de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, que visa a retirar o membro da zona do euro da crise de dívida, já que o país é o mais endividado da zona do euro.
O pacote econômico que poderia resultar em até 45 bilhões de euros em ajuda para enfrentar sua crise financeira.
Num momento em que os custos de financiamento se encontram nos níveis mais altos dos últimos 12 anos e sua economia afunda pelo segundo ano consecutivo, a Grécia está tentando cortar seu déficit fiscal com dolorosas medidas de austeridade para convencer os mercados de que não dará calote na dívida.
"É imperativo que nós peçamos para ativar o mecanismo", disse Papandreou, enquanto visitava a remota ilha de Kastellorizo, no Mar Egeu.
Este mês, governantes da Grécia haviam afirmado que não pretendiam utilizar o socorro financeiro.
Entenda
A Grécia tem sido alvo de preocupação do mercado financeiro porque é um dos países que enfrenta dificuldades para conseguir empréstimos para refinanciar suas crescentes dívidas públicas. Isso porque passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, eles gastam mais do que arrecadam.
O maior temor dos mercados é que os problemas desses países sejam um indicativo de que a recuperação da economia global depois da crise tenha formato de “W”, ou seja, uma ligeira melhora seguida por nova queda e posterior recuperação definitiva.