Parecia que ia ser fácil, após os 3 a 0 do primeiro tempo. Mas o Fluminense acabou passando certo sufoco. Mesmo assim, com todos os seus gols marcados por Fred, venceu por 3 a 2 a Portuguesa, nesta quinta-feira, no Maracanã, e se classificou às quartas-de-final da Copa do Brasil. No confronto de ida, 1 a 0 para os cariocas, também gol do camisa 9. Agora, o time das Laranjeiras vai encarar o Grêmio, que passou pela Avaí. A primeira partida ocorrerá semana que vem, no Rio de Janeiro.

"É normal acontecer isso. Abrimos uma vantagem grande e depois administramos. Acabamos levando dois gols, mas o que importa é que vencemos", disse Diguinho. O lateral Paulo Sergio, da Lusa, lamentou o 'apagão' do time. "Começamos muito mal e pagamos o preço. Tínhamos de jogar o tempo todo como na segunda etapa", disse.

O jogo
Nas arquibancadas, o Fluminense ainda vivia a lamentação de quem ‘perdeu’ alguém querido. Estendida na grade de proteção, a faixa “Obrigado, Cuca” transmitia o sentimento exato dos tricolores pelo ex-treinador, demitido esta semana. Em relação ao campo, não demorou muito para a torcida vibrar. Aos dois minutos, o goleiro Fábio saltou, fez boa saída do gol, mas trombou em Fabrício. Fred, que já havia desistido da jogada, viu a bola quicando em sua frente e só empurrou: 1 a 0.

O Fluminense seguiu com as rédeas do jogo. A Portuguesa, por intermédio de Luis Ricardo, tentava explorar o lado direito, mas sem êxito. E não demoraria para o placar ser ampliado. Aos 16, Alan dançou na frente de Domingo e foi derrubado dentro da área. Pênalti, que Fred cobrou, sem paradinha, no ângulo direito do goleiro Fábio.

O jovem Alan teria no lance sua última participação na partida. Com dores no abdômen, ele deu lugar a Wellington Silva. Mas a alteração não mudou nada dentro de campo. A Portuguesa sentiu o golpe, cambaleou e o time tricolor não perdeu a pegada. Três minutos depois, Mariano recebeu na direita, recuou para Fred e o atacante finalizou de primeira, marcando o seu terceiro gol no jogo.

Com a vantagem, o Fluminense diminuiu o ritmo, passou a trocar passes e viu o tempo correr solto até o intervalo. “Foi bonito o que a torcida fez pelo Cuca. É um amigo que eu fiz. Mas agora é pensar no Fluminense e esquecer o que passou”, disse, na saída de campo, Fred, o grande herói do time carioca no primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, o discurso da Lusa era o de diminuir a diferença e, ao menos, evitar passar vergonha. Mas o empenho dentro de campo não foi dos mais animadores. Cariocas a paulistas voltaram em ritmo de treino, tocando a bola sem objetividade e exagerando em jogadas individuais.

Aos poucos, o Fluminense diminuiu ainda mais o ritmo e a Portuguesa aproveitou para crescer na partida. Aos 28, Luis Ricardo aproveitou rebote para arrumar e bater bonito, diminuindo a diferença.

E o que parecia uma reação impossível começou a se desenhar. Aos 36, Paulo Sergio cobrou falta e fez o segundo da Lusa. Dois minutos mais tarde, Conca fez falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. A Portuguesa ficou, de fato, esperançosa. Assustado, o técnico interino do Fluminense sacou Wellington Silva e colocou o volante Diogo.

Apesar do suspiro da Lusinha, o jogo tinha seu destino definido. Luis Ricardo ainda tentou igualar o marcador, mas ficou por isso mesmo. À Portuguesa, ficou o gosto da luta e de uma derrota vendida a preço alto. Ao Fluminense, o alerta de que um jogo se faz com 90 minutos.