O equilíbrio entre as equipes do ASA e do Murici nos impede de apontar um favorito ao título do Campeonato Alagoano deste ano. Em que pese o Alvinegro de Arapiraca ter largado na frente, com a vitória por 3x2 no Nelson Feijó, o Murici já deu mostra de que é um time qualificado e que pode muito bem reverter a situação neste sábado, jogando em seu estádio. Aliás, se conseguir uma vitória com dois gols de diferença, coloca a faixa de campeão no peito, o que será um fato inédito para o time da Zona da Mata.
Bem armados, os dois times se equivalem, muito embora ainda ache que o ASA apresenta mais experiência, o que pode pesar na decisão.
Antes de sair o campeão, é preciso fazer justiça ao técnico Édson Ferreira, que armou o Murici com muita competência. Técnico em início de carreira, o ex-jogador que encantou as torcidas de CRB e CSA realiza um trabalho de treinador experiente e conquista um grande espaço no mercado de trabalho.
Um fato, no final deste campeonato, nos tem chamado a atenção: como Murici e ASA conseguem montar bons times sem estrelas? Uma pergunta fácil de responder se for levada em consideração a seriedade com que as duas diretorias agem, ao passo que clubes como CRB e CSA passam bem por longe. Os dois ex-grandes, contudo, têm a receita nas mãos.
Por fim, é aguardar o jogo deste sábado, que será disputado em Murici, numa grande jogada da diretoria do clube, que conseguiu a liberação do Estádio José Gomes da Costa na hora certa, após o aprove-se do Crea. E até nisso o time verde foi inteligente.

DOIS TOQUES

1 - Wagner Diniz está sendo contratado pelo Atlético Paranaense. O jogador alagoano, que ganhou projeção nacional atuando pelo Vasco, não teve sorte no futebol paulista. Contratado pelo São pulo, não caiu no gosto do técnico Murici Ramalho e foi emprestado ao Santos, onde perdeu espaço quando o técnico Vanderley Luxemburgo foi contratado. Agora terá a grande chance de se recuperar num grande clube brasileiro.

2 - E de repente a paz reaparece na Pajuçara, devido à decisão (?) inesperada do presidente José Serafim em apoiar o nome de Kennedy Calheiros à reeleição para a presidência do Conselho Deliberativo do clube. E ai vem à pergunta: o que fez Serafim mudar? Bem, o problema é que o presidente do Galo não fala, mas não fala mesmo.