Líderes poloneses e estrangeiros compareceram ao funeral do presidente Lech Kaczynski e de sua mulher Maria no domingo, apesar de uma nuvem de cinzas que paira sobre a Europa impedir alguns convidados ilustres de participar da cerimônia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estava entre aqueles forçados a abandonar os planos de viajar à Cracóvia para o funeral de Kaczynski. Eles foram mortos em 10 de abril com 94 outras pessoas, a maioria autoridades políticas e militares, em um acidente aéreo na Rússia.

Mas o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, conseguiu chegar à cidade, reforçando uma forte mensagem de solidariedade russa desde o acidente que elevou as esperanças polonesas por uma melhora nas relações, ainda tensas, entre os dois países.

O cardeal Stanislaw Dziwisz elogiou a Rússia durante a missa, realizada na Basílica de Santa Maria. Entre os familiares presentes à cerimônia estavam a filha do presidente, Marta, e o irmão gêmeo de Kaczynski, Jaroslaw, que lidera o principal partido conservador polonês.

Do lado de fora, cerca de 50 mil acompanhavam a missa, transmitida em grandes telas.