Equipes de resgate retiraram mais de 900 pessoas com vida dos escombros de casas e prédios da Província de Qinghai, no noroeste da China, após o terremoto de 7,1 graus na escala Richter que atingiu a região na manhã desta quarta-feira (14) (noite de terça-feira em Brasília), informou a TV estatal.

Os times de resgate liderados pela polícia trabalham basicamente com as mãos, sem o auxílio de ferramentas ou máquinas, informou a imprensa local. Segundo os primeiros números oficiais, ao menos 400 pessoas morreram e mais de 10 mil ficaram feridas em consequência do tremor.

O governo da China também anunciou no fim do dia a liberação de R$ 51 milhões (200 milhões de iuanes) para os trabalhos de emergência em Qinghai.

Os fundos permitirão financiar, entre outras coisas, a retirada dos habitantes, despesas com alojamento, cuidados médicos e prevenção de enfermidades, acrescentou o governo.

O município de Yushu, epicentro do tremor, tem 80 mil habitantes. Um porta-voz do governo municipal disse que 85% das casas da cidade, feitas em sua maioria de madeira e barro, foram destruídas.

O forte abalo desta quarta-feira foi seguido de três réplicas, de até 5,8 graus na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

 

As estradas da região ficaram bloqueadas e os serviços de comunicação foram muito prejudicados na região do Himalaia.

Pequim já enviou um reforço de 90 socorristas para ajudar no trabalho de resgate. A Província de Sichuan, fortemente afetada por um terremoto que provocou 87 mil mortos e desaparecidos em 2008, mandou trabalhadores para ajudar nas buscas