Depois do São Paulo mostrar, novamente, interesse em contar com o volante Guiñazu, a diretoria do Internacional resolvei agir. No Equador, o clube fez questão de salientar a “renovação” de contrato do gringo, que por ser estrangeiro não pode assinar por mais de dois anos com nenhum time.

O atual vinculo do capitão vai até junho deste ano, e diretores do clube paulista reiteraram há poucos dias a intenção de contratar o camisa cinco. No entanto, um acordo entre jogador e Inter previa extensão de contrato até o ano de 2014.

“Firmamos um contrato até o final de 2014 e nem noticiamos porque achávamos que não era necessário. Nós temos um contrato assinado até 2014, só que o visto de permanência por ser estrangeiro é de dois anos. Então vamos deixar o visto encerrar para assinar o trabalho federativo em 2012 e depois outro em 2014”, explicou o vice de futebol do Inter, Fernando Carvalho, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Em janeiro, Guiñazu se envolveu em uma polêmica a autorizar um empresário a negociar com o São Paulo uma possível transferência para o estádio do Morumbi. Após explicar publicamente o ato, o argentino se reuniu com a cúpula do Inter com um clima constrangedor e alinhavou a assinatura do novo documento. “Conversamos com o Guiñazu em janeiro e marcamos para início de março um encontro para demonstrar que queríamos a sua permanência”, destacou Carvalho.

Em nenhum momento da polêmica, no começo do ano, o Inter temeu perder o ídolo da torcida. Entre a diretoria a certeza se baseava no documento assinado previamente, pelo próprio atleta, garantindo renovação no momento em que pudesse fazê-la.

Pablo Horacio Guiñazu chegou a Porto Alegre no meio de 2007, foi um dos poucos a se salvar no time que naufragou sob o comando de Alexandre Gallo. Gradativamente o gringo conquistou a torcida e o vestiário do Inter. Com a saída do volante Edinho, no começo de 2009, Guiñazu se tornou capião do time. Hoje é titular absoluto do meio-campo de Jorge Fossati.