É impressionante como as pessoas têm a capacidade de justificar os seus fracassos. No futebol, gente da imprensa, jogadores, torcedores e o técnico Celso Teixeira tiveram a coragem e a facilidade de enganar os outros, especialmente, a torcida, dizendo que os quatro desfalques do time influenciaram para que a equipe não conseguisse o futebol suficiente para a marcação de um gol apenas, para chegar a para próxima fase.

Tudo conspirou a favor do CRB. O ASA ganhou do Corinthians-AL e o União perdeu para o Coruripe, o que ajudou ao CSE não ser rebaixado. Ao invés de estarem falando em desfalques, todos eles deveriam estar dizendo que o CRB foi fraco e incompetente para derrotar um adversário morto, cansado em campo e sem um goleiro reserva no banco.

Salvo nesse comentário, o vice-presidente Jurídico Carlos Alberto, que foi claro e sincero em suas declarações: o CRB foi incompetente para ganhar, do time a metade não serve para vestir a camisa do clube e que a diretoria deveria radicalizar na formação de uma nova equipe para a disputa da Série C e a Copa do Nordeste. Segundo ele, e eu concordo inteiramente, qualquer outro tipo de conversa diferente disso é querer se enganar ainda mais quanto à capacidade de alguns jogadores.

Enquanto isso, o dirigente Miguel Moraes fica fazendo comparações dos jogadores do CRB com os meninos do Santos. Que fulano vai ser vendido, que
beltrano interessa a todos os empresários de futebol do mundo e por aí vai. Está provado, também, que tentar brigar por um título com um grupo cheio de meninos não vai resolver a situação de nenhum time, a não ser que tenha o potencial do Newmar, Ganço, André, Robinho, Marquinhos, Filipe, o que não é o caso do CRB.

Outra coisa precisa também ser dita. O planejamento começou de um jeito no CRB e terminou de outro. No começo, o técnico era o Joãozinho Paulista que foi substituído antes do trabalho começar pelo Paulo Roberto Guillard. Aí foi uma troca de seis por meia dúzia, mesmo com o Joãozinho mais simpático ao torcedor. Depois, com um time na média dos outros, abaixo de ASA e Corinthians, por exemplo, porque Murici e Coruripe não têm nada de especial, mas um trabalho bom de seus treinadores. O CRB, com uma boa campanha na primeira parte do Turnão, começou a despencar e trocou o Guillard pelo Knevitz, um ilustre desconhecido que foi um fiasco.

Faltando três jogos, trocou novamente de treinador. Saiu Knevitz e entrou Celso Teixeira, com três jogos para decidir o futuro do time. Tinha que ganhar dois, não conseguiu. Ganhou uma e empatou duas partidas, ficando fora do campeonato. O CRB, portanto, pagou mais uma vez pelos seus erros e a falta de experiência de todos os seus dirigentes, com todo respeito ao presidente José Serafim, que é um homem sério e dedicado ao clube. O CRB vai para a fila do título. Vai continuar correndo atrás como vem fazendo há tantos anos.

Um caso de estudo

O treinador Celso Teixeira fica tão desesperado, para não dizer à palavra que ele não gosta de ouvir, que não enxerga as coisas que faz no banco de reservas. Ele sai da área técnica, invade o campo, diz impropérios ao auxiliar de linha e ao quarto árbitro e, depois, não se lembra de nada do que fez.

E o pior: sai de campo mentindo e inverte os papéis. Disse que foi ameaçado e empurrado pelo quarto árbitro. Tudo mentira, pois tive o cuidado de acompanhar os seus gestos e atitudes no jogo contra o CSE e foi, exatamente, o contrário do que ele diz. O assistente é que ficou desmoralizado diante de todo mundo e não teve mais coragem de ir ao banco do CRB, deixando o Celso livre para invadir o campo e fazer o que quisesse.

Contou com a conivência do árbitro Francisco Calos, que mesmo alertado pelo seu assistente do comportamento do treinador, foi lá, estirou a mão e trocou cumprimentos e não tomou nenhuma decisão até o final do jogo, não dando atenção ao quarto árbitro. Não sei o que os dirigentes alagoanos enxergam no Celso Teixeira, um verdadeiro caso para estudo. UMA VERGONHA!

Outro caso de estudo

Não discuto as qualidades do árbitro Francisco Carlos, só acho que ele não consegue agir da mesma forma diante de pequenos e grandes. O Anderson do CSE reclamou da marcação de um lance errado, que era falta em favor do CSE e ele deu lateral para o CRB, recebeu cartão amarelo. Do lado do CRB, Alex Lima, Léo, Rafinha, e outros, alguns até receberam cartão, mas no geral reclamaram demais, fizeram várias faltas e o Chicão fez vistas grossas.

Uma pessoa que estava do lado do Celso Teixeira me contou que teve uma hora que o treinador mandou o árbitro e o quarto árbitro “para puta que pariu” e os dois se fizeram de surdos. Outra coisa que vale ser lembrado ao Chicão é que ele tem que ser brabo e partir para cima do jogador áspero e com ameaças com todo mundo, seja do CSE, CRB, grande ou pequeno, e não só de jogadores de time pequeno, como fez várias vezes com os jogadores do CSE.

Tudo isso eu vi, ninguém precisou me contar. Quando se tratava de jogador do CRB que reclamava dele, apenas saia sorrindo e nada mais. Quando ele apita no campeonato alagoano é um Chicão, quando é pelo Brasil afora deixa todo mundo reclamar e aceita pacientemente. Está na hora do Francisco Carlos saber que não é mais homem do que ninguém e respeitar os outros faz muito bem. Qualquer dia desses, os papéis estarão invertidos: árbitro dando porrada em jogador.

Parabéns ao Murici, ASA, Coruripe e Corinthians-AL pela classificação e caíram Penedense e União, os piores, sem dúvidas, da competição