Outros três corpo foram encontrados na tarde deste sábado (10) no morro do Bumba, em Niterói (RJ). Mais cedo, outra pessoa sem vida havia sido retirada pelas equipes de regaste que trabalham no morro. Com isso, sobe para 219 o número de mortes registradas no Estado do Rio de Janeiro devido às chuvas que começaram na última segunda-feira (5). Somente no morro do Bumba, em Niterói, 31 corpos já foram encontrados.
Até o momento, foram registradas 138 mortes em Niterói, 61 na cidade do Rio de Janeiro, 16 em São Gonçalo, uma em Petrópolis, uma em Nilópolis, uma em Paracambi e uma em Magé. O número de vítimas, entre mortos e feridos, chega a 380.
Tragédia no RJ
* Veja locais de doação
* Saiba como prevenir doenças
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), visitou na tarde de ontem (9) o morro do Bumba, onde houve um deslizamento de terra na noite da última quarta-feira (7), e disse que as estimativas apontam que ainda existem de 100 e 150 corpos soterrados ali. "A situação é estarrecedora", afirmou.
A prefeitura e a Defesa Civil já haviam apontado que cerca de 200 pessoas moravam no local, onde existiam ao menos 50 casas. Para o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel José Paulo Miranda, será difícil resgatar alguém com vida.
As buscas em Niterói, cidade mais atingida, acontecem 24 horas por dia. Cerca de 300 homens, entre integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS), policiais civis, bombeiros e policiais militares, trabalham no local com a ajuda de máquinas.
O trabalho de resgate não tem prazo para terminar e, segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), deve durar cerca de duas semanas.
São Gonçalo e Niterói ficarão com R$ 70 milhões da ajuda
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou ontem que os municípios de São Gonçalo e Niterói receberão, cada um, R$ 35 milhões dos R$ 200 milhões anunciados ontem pelo governo federal para recuperação dos danos com as chuvas. O restante será distribuído para mais 14 municípios, além da capital, que terá R$ 90 milhões.
A expectativa de São Gonçalo é fazer a dragagem da foz e de canais de rios, no modelo implementado pela Secretaria do Ambiente, na Baixada Fluminense. “Eles farão o projeto, porque não adianta só limpar a cidade, com o canal entupido, com a foz alta. Toda vez que chover forte, teremos o mesmo problema porque a água não sai”, disse a prefeita.
Depois de reunião com o governador, a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, esclareceu que o dinheiro será investido na reconstrução e estabilização de pontes, contenção de encostas, drenagem, além da limpeza de rios e bueiros. As ações são emergenciais e devem antecipar as obras de infraestrutura que foram acordadas entre o governo e a prefeitura, hoje.
Segundo levantamento da prefeitura, precisarão de obras a foz dos rios Bomba, Brandoas, Marimbondo, Imboaçú, Guaxindiba, Alcântara e Porto da Pedra. Para atender os cerca de 8 mil desabrigados e desalojados, Aparecida Panisset informou que cerca de 3 mil casas serão construídas. Até que fiquem prontas, a prefeitura acertou com o governo estadual o pagamento de aluguel social para cerca de 2 mil famílias, com objetivo de desocupar as escolas.