A morte do médico Osvaldo Gomes de Barros encerra em Alagoas um ciclo de desportistas da melhor acepção da palavra. Regatiano com todas as letras, foi presidente do clube por vários anos. Também exerceu outras atividades, inclusive como dirigente de futebol, e até mesmo dedicando seus conhecimentos profissionais no departamento médico.
Doutor Osvaldo, como era conhecido, era capaz de tudo na defesa do seu clube do coração. Não permitia que desrespeitassem os direitos do Galo. Foi contundente na condição da presidência Alvirrubra. Na boca do túnel era um “fiscal” exigente dos árbitros. Quem quisesse ousasse prejudicar o CRB.
Polêmico, certa vez entrou em confronto com o então presidente do CSA. Cel. Nilo Floriano Peixoto, homem de temperamento forte que conduziu o clube do Mutange com mão de ferro e que por isso adquiriu o respeito de muitos e ódio de uns tantos outros.
O fato aconteceu durante reunião na sede da antiga Federação Alagoana de Desportos, a extinta FAD, que funcionava na Rua Boa Vista, no mesmo casarão das oficinas do Diário Oficial do Estado. Os dois por pouco não foram às vias de fato. Apesar da fama de valente do coronel, o dr. Osvaldo não se curvou na defesa do Galo da Praia.
Com ele fiz uma boa amizade, que começou quando eu cobria o noticiário do CRB para a Rádio Difusora e extinto Jornal de Alagoas. Nos últimos anos não mantivemos qualquer contato, mas conservei na memória os feitos do querido amigo.
Dr. Osvaldo deixa um legado que a família regatiana tem que guardar na memória, já que ele foi uma bandeira do clube que tanto amou.
Descanse em paz, amigo..