Um grupo de servidores do Poder Legislativo de Alagoas ‘fechou’ o prédio onde funciona a Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (05), dando continuidade a greve que teve início na terça-feira da semana passada. Os servidores protestam pedindo o cumprimento do reajuste salarial concedido pelo Plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), aprovado em junho de 2009 e que deveria ser implementado a partir de janeiro deste ano.
Há uma semana, os servidores ocuparam o plenário da ALE e entraram em choque com policiais do gabinete militar, que tentaram impedir a invasão do prédio. Os manifestantes fizeram cartazes criticando os deputados estaduais.
A mesa diretora da ALE transformou o salário dos servidores em subsídios, ao invés de conceder o reajuste, que teria um impacto de R$ 150,000 mensais na folha de pagamento do legislativo. Os servidores alegaram que não vão permitir que a sessão seja realizada esta tarde.
Os servidores tiveram uma reunião no Ministério Público (MP) com o procurador-geral Eduardo Tavares, que prometeu, interceder junto ao Tribunal de Justiça. Atualmente, no MP existem 17 denúncias trabalhistas contra a ALE, sendo que somente 9 foram na gestão do procurador.
O presidente do Sindicato dos servidores da ALE, Hernande Malta critiicou a mesa diretora da assembléia e lamentou o não cumprimento do reajuste da tabela salarial. Ele disse ainda, que os deputados não estão na sede do legislativo porque sabem que há um problema a ser resolvido.
"Quem entra deveria ganhar R$ 1,324,00, mas só está recebendo R$ 800,00. Os deputados levaram o dinheiro todo. Há também um reajuste de 5% que deve ser concedido á cada 5 anos, mas existem servidores que trabalham há mais de 30 e nunca receberam. Nenhum dos deputados tem coragem de vir aqui", afirmou Malta.
