O terremoto de 7,2 graus na escala Richter que atingiu o México neste domingo (4) foi o terceiro com magnitude superior a 7 neste ano nas Américas e o mais forte na região, próxima à fronteira com os EUA, desde 2005. Ao menos duas pessoas morreram na cidade de Mexicali.

Os relatos iniciais também dão conta de danos a construções e de feridos em regiões perto do epicentro, nos Estados de Baixa Califórnia, no México, e Califórnia, EUA. O tremor foi sentido até na cidade americana de Los Angeles, a mais de 300 km, onde prédios tremeram.

O terremoto mais forte do ano no continente e em todo o mundo aconteceu em 27 de fevereiro, no Chile, com 8,8 graus na escala Richter. O tremor e o tsunami que se seguiu mataram mais de 430 pessoas.

Em 12 de janeiro, um terremoto de magnitude menor causou o maior número de mortos de uma catástrofe natural na história do continente. Registrado próximo à capital do Haiti, Porto Príncipe, o abalo de sete graus na escala Richter matou um número estimado de mais de 200 mil pessoas, devastou a cidade e abalou a infraestrutura do país mais pobre do Ocidente.

Especialistas concordam que não há um aumento significativo da atividade sísmica no planeta e que os terremotos continuam imprevisíveis e sem um padrão de ocorrência.

No ano passado, apenas um terremoto com mais de sete graus aconteceu nas Américas, e em 2007 nenhum passou dessa marca. Já em 2006, quatro abalos superaram a marca, incluindo um de 8 graus na escala Richter que matou mais de 500 pessoas na região de Pisco, no Peru.

O grande número de mortos registrado neste ano depende do fato de os terremotos terem ocorrido em áreas populosas do que da própria magnitude de cada um deles. No caso do Haiti, a baixa qualidade das construções foi um dos fatores-chave para a tragédia. Nem o palácio presidencial resistiu ao tremor.

Na região do terremoto deste domingo, tremores são comuns, mas normalmente de magnitude moderada e sem causar danos. Dos dois lados da fronteira, houve nove terremotos com mais de 3,5 graus na escala Richter no ano passado, o mais forte um de 6,9 graus no golfo da Califórnia, a 174 km da localidade de Guerrero Negro, no Estado da Baixa Califórnia Sul.

As últimas mortes resultantes de tremores na região aconteceram em dezembro de 2003, quando duas pessoas morreram na cidade americana de Paso Robles, próxima à fronteira mexicana, após um terremoto de 6,6 graus na escala Richter.

O mais mortífero dos terremotos na região aconteceu em São Francisco, em 1906, quando mais de 3.000 pessoas morreram devido ao tremor - estimado em 7,9 graus - e a incêndios subsequentes. Muitos moradores da cidade esperam o que costuma ser chamado de Big One - um terremoto devastador ao longo da falha geológica de San Andreas, que corre ao longo de boa parte da costa oeste da América do Norte.

No México, o pior terremoto da história recente aconteceu em 1985, na capital do país, distante da região da Baixa Califórnia. Segundo as estimativas mais aceitas, cerca de 10 mil pessoas morreram devido ao tremor de 8 graus na escala Richter que atingiu a Cidade do México.