O rastreador do carro de Felipe Iasi, estudante que dirigia o veículo em que estava Carlos Eduardo Sundfeld Nunes na noite em que Glauco e Raoni foram assassinados, mostrou que o motor foi ligado à 0h23 de sábado (13) em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a perícia, nesse horário em que o motor foi ligado, o cartunista e o filho já tinham sido baleados. Essa seria a prova de que Iasi esperou Cadu matar os dois.

No depoimento de Bia, a mulher de Glauco, ela disse que Iasi viu o crime dentro da sala da chácara e esperou para levar Cadu embora. Dois dias após o crime, o estudante se entregou à polícia. Felipe Iasi ficou calado em seu segundo depoimento na segunda-feira (22). Segundo o delegado-divisionário do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Marcos Carneiro Lima, ele foi indiciado pela Polícia Civil como partícipe do assassinato de Glauco e seu filho Raoni. ..

Ele é suspeito de ter levado Cadu até a casa do cartunista Glauco. Segundo a defesa de Iasi afirma, ele foi rendido por Cadu, que estava armado.

De acordo com o delegado que comanda as investigações, Archimedes Veras Junior, Iasi foi indiciado por participação em crime e homicítio (artigos 29 e 121) causado por Cadu. Em outras palavras, ele foi indiciado por participação no homicídio. Iasi responderá o processo em liberdade.

Apurações da Polícia CIvil mostram que Iasi subiu o muro da casa de Glauco e abriu o portão. A polícia estranha o fato de ele não ter entrado na casa de Glauco e pedido ajuda.

Outro momento que Iasi poderia ter pedido por socorro, segundo o delegado Lima, foi ao voltar para casa. Ele deixou o carro estacionado em uma rua paralela e não chamou a polícia após ter sido supostamente sequestrado.