As acusações feita pelo presidente do Sinop, Altair Cavaglieri, contra o técnico Celso Teixeira (foto), nesta terça-feira, ao Futebol Interior ganharam repercussão nacional. Um dos citados na polêmica, o auxiliar técnico de Teixeira, Francisco Carlos Alves, o “Chicão”, negou, nesta quarta-feira, que tenha sido abandonado sem dinheiro pelo treinador na cidade de Sinop, conforme falou o cartola.
"O que aconteceu foi que ele me pediu para ficar um ou dois dias lá para receber o dinheiro que o presidente Altair Cavaglieri havia prometido", disse. "Eu estava no hotel e, no sábado, pessoas ligadas ao presidente pediram para que eu saísse da cidade o mais rápido possível e que ele não iria pagar nada para mim, nem para o Celso Teixeira", completou.
Chicão explicou que acabou ficando "na rua", já que não teria recebido o dinheiro de Cavaglieri, e só conseguiu retornar para Campinas (SP), cidade onde possui residência, com a ajuda de amigos.
"Só voltei para casa por causa da ajuda de um amigo que mora em Lucas do Rio Verde e de três jogadores que fizeram a arrecadação para comprar a passagem aérea", revelou, sem citar nomes.
O auxiliar técnico disse também que na vitória sobre o Cacerense, por 2 a 1, em Cácares, no último dia 17 de março, ele e Celso Teixeira quase foram agredidos "por um pessoal do Cacerense".
"Isso porque no jogo anterior das duas equipes, o presidente Altair Cavaglieri havia agredido pessoas de Cárceres. Tivemos um problema muito grande na nossa chegada na cidade, vieram pessoas para nos agredir. Isso só não aconteceu porque nos indentificamos. Do contrário seríamos espancado”, exclamou.
Sem problemas com alimentação
Sobre as afirmações do presidente do Sinop, que disse que o técnico havia reclamado que os jogadores passaram fome, Chicão também negou. Ele rasgou elogios as condições de alimentação e moradia enquanto estiveram em Sinop.
"As condições lá foram fora de série. Em poucos clubes se vê uma ótima alimentação”, falou. "Nunca foi mencionado que jogadores passaram fome. Pelo contrario, além de ótima moradia, a alimentação era espetacular. Em nenhum momento nós dissemos que a alimentação do clube é ruim”, garantiu.
Transferência polêmica
Chicão também tratou de defender Celso Teixeira na polêmica sobre a transferência para o CRB-AL. O auxiliar explicou que o treinador não estava acertado Galo alagoano antes da derrota para o CRA, por 2 a 1, na quarta-feira passada.
"Isso também não é verdade. Após o término do jogo diante do CRAC nós ficamos até as três horas da madrugada tentando falar com o Altair (presidente), mas ele não nos atendeu. Resumindo não abandonamos o clube e sim fomos abandonado pelo presidente que era ausente nos jogos", justificou.
Salários atrasados
O auxiliar disse que, momentos antes do jogo de quarta-feira, foi até o hotel falar com o Celso Teixeira que estávamos com problemas com alguns jogadores. Eles alegavam que não jogariam por falta de pagamento.
"Explicamos a eles que esta não seria a melhor atitude a ser tomada. Conseguimos contornar a situação e o time só entrou em campo por causa disso", concluiu.
A reportagem do Futebol Interior entrou contato com o técnico Celso Teixeira, mas o mesmo não quis se pronunciar sobre o assunto. "Só vou falar no momento oportuno", limitou-se a dizer.