Chegou a 39 o número de mortos nos dois atentados realizados nesta segunda-feira (29) no metrô de Moscou, depois que uma mulher morreu durante a noite no hospital.
O chefe do departamento de Saúde de Moscou, Andrei Seltsovski, assinalou também que durante esta terça-feira (30) devem ser concluídos os trabalhos de identificação dos corpos, segundo a agência Interfax. Enquanto isso, ao menos 73 feridos continuam internados em diversos hospitais, três deles em estado muito grave.
Por razões óbvias, o movimento no metrô da capital russa diminuiu bastante. Mesmo na hora do rush há assentos livres, principalmente nos trens da linha vermelha, à qual pertencem as estações onde aconteceram os ataques.
Centenas de pessoas depositam flores e acendem velas nas escadas e acessos ao metrô, nos corredores e nas plataformas das estações. Alguns deixaram também fotos das vítimas.
As forças de segurança da Rússia afirmam que os dois atentados foram organizados por grupos terroristas do Cáucaso Norte, em referência à Tchetchênia, e realizados por mulheres suicidas.O presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou na segunda-feira, após os atentados, uma guerra contra o terrorismo, afirmando que as medidas contra o terrorismo adotadas até agora foram obviamente insuficientes:
- A política de esmagamento do terror em nosso país e a luta contra os terroristas continuará. Prosseguiremos as operações contra os terroristas sem vacilar, até o final.
Explosões atingiram estações centrais do metrô
As duas explosões da manhã desta segunda-feira ocorreram com um intervalo de cerca de 30 minutos. A primeira delas atingiu a estação Lubyanka, no centro de Moscou, perto da sede do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB). A segunda detonação ocorreu na estação de Park Kultury, também na região central.
Ambas as explosões, segundo dados preliminares, foram obra de mulheres suicidas, informou o FSB em comunicado citado pela agência Interfax.