O Consulado do Brasil em Moscou, capital da Rússia, diz não ter recebido pedidos de informações sobre possíveis vítimas brasileiras no atentado contra o metrô da cidade na manhã desta segunda-feira (29). Duas explosões consecutivas mataram ao menos 37 pessoas, segundo as últimas informações.

De acordo com informações do corpo consular, até as 14h no horário local (7h de Brasília), ainda não havia qualquer tipo de notícia sobre cidadãos brasileiros mortos, desaparecidos ou feridos.

As duas explosões desta manhã ocorreram com um intervalo de cerca de 30 minutos. A primeira delas atingiu a estação Lubyanka, no centro de Moscou, perto da sede do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB). A segunda detonação ocorreu na estação de Park Kultury, também na região central.

Ambas as explosões, segundo dados preliminares, foram causadas por mulheres suicidas, informou o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) em comunicado citado pela agência Interfax.

Embora ainda não haja posição oficial do governo sobre os responsáveis pelos ataques, a principal suspeita recai sobre os separatistas da Tchetchênia. A rede de televisão CNN cita uma suposta mensagem postada em um site dos rebeldes, clamando responsabilidade pelos atentados.

Após os ataques, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou "guerra sem quartel" contra o terrorismo.

"A política de esmagamento do terror em nosso país e a luta contra os terroristas continuará. Prosseguiremos as operações contra os terroristas sem vacilações e até o final", disse Medvedev em comunicado divulgado pelo Kremlin.

O presidente convocou uma reunião de emergência do governo e das agências de segurança russas para debater que medidas serão tomadas após os atentados.