Mesmo com os rumores acerca da candidatura do senador Fernando Collor de Mello (PTB) e do prefeito Cícero Almeida ao governo de Alagoas, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) reafirmou a aliança que originou o chamado ‘Chapão’ – Frente de Oposição Pró-Dilma e Pró-Lessa.
A indefinição da participação do deputado federal Benedito de Lira (PP) na chapa, que durante a entrega das bombas do Canal do Sertão, em Delmiro Gouveia, no último dia 23, esteve ao lado do governador Teotônio Vilela (PSDB) acirra ainda mais a disputa.
Durante o discurso no Sertão, Vilela fez agradecimentos ao deputado federal e disse que ele [Lira] tem contribuído para o desenvolvimento do Estado. Lira não confirmou se estaria ao lado do atual governador nas eleições de outubro, mas afirmou que iria se pronunciar no momento adequado, apesar de não contar com a presença de Cícero Almeida, que também é do PP e que garantiu apoio a seu padrinho, João Lyra - considerado o responsável por formar o grupo junto com o deputado Augusto Farias - na chapa de Vilela.
A Frente de Oposição, que inclue os partidos PDT, PTB, PMDB, PR, PT, PC do B, PRB, PV ainda não definiu os nomes dos candidatos a vice-governador e senadores para disputar as eleições de outubro, apesar de já traçar planos de governo.
Cada coligação partidária deve apresentar apenas dois candidatos ao Senado Federal, mas o “chapão” tenta buscar caminhos para lançar um número maior e apoiaria inclusive, a candidatura de Benedito de Lira.
Recentemente, vários adesivos contendo o nome do senador Fernando Collor, como candidato ao cargo de governador do Estado foram espalhados pela capital. Sobre o episódio Lessa disse que a candidatura de Collor só existe na cabeça de Cícero Ferro.
"Estive com ele esses dias e não existe essa possibilidade”, diz Ronaldo Lessa, que teve sua pré-candidatura lançada há quinze dias, negando qualquer mudança no candidato majoritário. A informação também foi negada por outras lideranças partidárias.
O ex-governador lembrou que o apoio de Collor e Almeida a sua candidatura está garantido e que ele pretende pedir o afastamento do Ministério do Trabalho e dos conselhos dos quais faz parte para se dedicar ao projeto eleitoral.
Lessa afirmou que as supostas candidaturas dos aliados do chapão ao governo não passam de intrigas, plantadas pela oposição. “Não há nenhuma indefinição, principalmente acerca do nosso apoio ao Lula e a Dilma. O prefeito foi claro ao dizer que apóia os 10 partidos do chapão. Quem quiser se lançar candidato pode ficar a vontade, mas já estamos fechados. Ao invés do governador se preocupar em trabalhar, ele fica instruindo seus assessores a espalhar fofocas. Minha candidatura não tem volta, a única volta será para o Palácio República dos Palmares”, ressaltou Lessa.
Questionado sobre a possibilidade de Benedito de Lira se aliar a Teo Vilela, o ex-governador destacou que se ele não quiser ficar ao seu lado no chapão, o trabalho continuará do mesmo jeito. “Estamos aqui, agora se ele não quiser ficar, não faz diferença”, reforçou.
"O Lira apareceu ao lado do Teo para mostrar ao povo que as obras são fruto do dinheiro do governo federal, porque o governador não tem ética e age como se o dinheiro fosse dele, mas nem há a logomarca do Estado nas placas. Infelizmente, esse disse me disse faz parte do processo eleitoral”, afirmou.
LEIA TAMBÉM: Cada vez mais próximos, Téo e Benedito aparecem juntos no Sertão
