Mesmo reconhecendo a seriedade do trabalho da diretoria do CRB, comandada pelo presidente José Serafim, sou obrigado a pensar que os dirigentes são iguais quando se trata do futebol e seu emocional. O CRB elaborou um planejamento para 2010, onde o time teria a base da casa, um treinador da terra, mesmo que o Paulo Roberto seja gaúcho de nascimento, e que teria os pés no chão para não gastar tanto e sem necessidade, até, porque, dinheiro é uma raridade na Pajuçara.
Antes do Paulo Roberto, a diretoria tinha anunciado como técnico o Joãozinho Paulista, que nem chegou a iniciar o trabalho. Não satisfeitos com os resultados ruins da segunda fase do campeonato, os dirigentes demitiram o Paulo e trouxeram um ilustre desconhecido para comandar o time.
Nada contra o treinador Amaury Knevitz que não tem culpa de nada. Deve ser uma boa pessoa e um bom treinador, que veio para salvar um time que não está jogando nada, é inexperiente, apesar do dirigente Miguel Moraes achar que isso não é problema, porque o Santos é um exemplo disso, e não conhecia nada do CRB e de seus adversários. Por isso, deu no que deu: uma vitória apertada contra o Santa Rita, um empate diante do União e a derrota para o Corinthians - AL. Foi muito pouco para um time que precisava vencer sempre e somar mais pontos.
CELSO TEIXEIRA
Agora, a diretoria do CRB resolveu trocar de treinador outra vez. O escolhido foi Celso Teixeira, um treinador complicado, agitado e que, na minha opinião, vem como livre atirador. Se melhorar a situação do time, palmas para ele. Se não conseguir fazer nada, sem culpa e sem remorso, porque veio sem poder contratar, sem tempo de treinar a equipe e faltando, apenas, três jogos para o final da classificação, o que é muito pouco tempo e essa será a principal desculpa.
Todo mundo sabe e não escondo de ninguém que, pessoalmente, não tenho nada contra o Celso, mas profissionalmente não me agrada o seu estilo de trabalho. Acho ele incorrigível e, como no sou dono nem diretor de time, quem quiser que trabalhe com ele. Para mim ele atrapalha mais do que ajuda. Só não entendo as cabeças dos nossos dirigentes, que só enxergam o Celso para salvar os seus times das ridículas campanhas que estão fazendo.
Mesmo, assim, tenho certeza de uma coisa: diferente do Kneviz, ELE conhece o futebol alagoano, alguns jogadores do CRB e dos adversários e como trabalham alguns treinadores que estão por aqui. Se vai dar certo o trabalho DELE eu não tenho bola de cristal para afirmar, mas que vai ter briga, gritos, reclamações, xingamentos, problemas com árbitros e muitas outras trapalhadas eu não tenho dúvida.
Agora, é só esperar e que seja provado o contrário!