O atacante Neymar, do Santos, viverá uma tarde decisiva nesta segunda-feira. O jogador será julgado por sua expulsão no clássico contra o Palmeiras, disputado no último dia 14, na Vila Belmiro. Ele acertou uma entrada por trás em Pierre e levou o vermelho. Inconformado, ainda xingou o juiz Antônio Rogério Batista, que relatou na súmula os palavrões.

O jogador pode pegar até 18 jogos de gancho, por atitude antiética (ofender o árbitro), que pode dar até seis jogos de gancho, e por agressão, pois a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo considerou que não foi apenas uma entrada dura no palmeirense. Nesse caso, a suspensão pode ser de até 12 jogos.

O técnico Dorival Júnior sai em defesa do seu jogador e espera que o Tribunal não trate Neymar como um bode expiatório.

- Gostaria que se tivesse atenção com esse rapaz. Que não o peguem para cristo. É um garoto, que teve sua primeira expulsão. É claro que ele mereceu o vermelho, mas porque tentou matar um lance e acabou fazendo uma falta por trás. Agora, não houve tentativa de agressão - afirmou o treinador, que ignorou o fato de Neymar ter xingado o juiz.


Além de Neymar, Ganso também irá ao TJD-SP, nesta segunda. Por enquanto, apenas para que seu depoimento seja tomado. No clássico contra o Corinthians, disputado no dia 28 de fevereiro, na Vila Belmiro, ele deu uma pancada em Ronaldo logo no início do jogo. O lance teria passado despercebido. O problema é que o meia, ao final da partida, acabou admitindo sua intenção de acertar o jogador corintiano em entrevista à rádio “Eldorado”, de São Paulo:

- Eu cheguei junto para acordá-lo, para mostrar que ele não está no Pacaembu, mas na Vila - disse.

Com isso, o Tribunal instaurou o inquérito e vai dar a chance para o santista se defender. Após a goleada sobre o Ituano, por 9 a 1, no último domingo, Ganso falou rapidamente sobre o assunto.

- É algo que já passou. Poderiam deixar para lá...

A pauta do TJD-SP começa às 18h (horário de Brasília).