O telecentro de Alagoinha (PE), que oferece para a comunidade acesso a computadores com Internet, teve o movimento reduzido em cerca de 40% desde o início dos tremores. Mantido pela prefeitura, o local teve várias paredes rachadas, e os responsáveis tiveram de alterar a posição de alguns equipamentos que estavam ameaçados.
A cidade de Alagoinha registrou mais de 40 tremores de terra de baixa intensidade desde o dia 3 de março. O abalo mais forte teria ocorrido em 8 de março e alcançou magnitude de 3,2 na escala Richter.
O coordenador do telecentro, Valdenilson de Almeida Galindo, explicou ao G1 que o lugar costumava receber entre 80 e 85 pessoas por dia. Atualmente, o número de freqüentadores não passa de 50. A conexão com a internet também está instável, pois o sinal é captado pelo satélite e alguns equipamentos que recebiam o sinal saíram do lugar.
“A experiência foi terrível e nos causou muitos prejuízos. As paredes terão de passar por uma reforma. Tivemos de mudar o projetor de lugar, porque apareceu uma rachadura atrás do telão”, disse.
De acordo com Galindo, apesar das rachaduras nas quatro paredes da estrutura, não há risco de desabamento do prédio onde funciona o centro.
Além de trabalhar no telecentro, Galindo também é monitor em uma lan house da cidade. O estabelecimento passou ileso pelos tremores. “Os ventiladores balançam e as cadeiras vibram, mas não notamos nenhum problema na estrutura até agora”, disse.