Apesar de ter sido reduzida, de 30 para 10 perdas de mandos, a pena imposta ao Coritiba ainda é a maior aplicada a um clube integrante da principais divisões brasileiras. Em virtude da punição, o time ficará quatro meses, ou todo o primeiro turno da Série B, sem poder atuar no Couto Pereira. O retorno só acontecerá em setembro, na 22ª rodada do campeonato, diante da Portuguesa.
Apesar de ter recebido com um certo alívio a redução da pena, a diretoria alviverde já começa a contabilizar o prejuízo técnico e financeiro que o clube irá sofrer por ter que jogar longe de sua torcida.
"É uma pena dura, difícil. O Coritiba vai ter que cumprir mais da metade dos jogos fora da sua casa no Campeonato Brasileiro. Além do prejuízo financeiro, teremos um enorme prejuízo técnico, pois vamos ter que procurar um espaço para jogar nesse período", disse o vice-presidente, Vilson Ribeiro de Andrade.
O primeiro desafio da cúpula alviverde, pós-julgamento, será encontrar um lugar para jogar. Pelo regulamento da CBF, o estádio tem que estar localizado a uma distância mínima de 100 quilômetros de Curitiba, fato que elimina a possibilidade de Paranaguá ser indicada, pois fica a 92 quilômetros da capital paranaense. A cidade do litoral era a preferida do G-9 coxa-branca.
De acordo com presidente do clube, Jair Cirino dos Santos, a diretoria ainda estuda o melhor local para mandar os jogos. Com a exclusão de Paranaguá, as praças mais próximas seriam Joinville, em Santa Catarina, e Ponta Grossa. Neste último caso há um complicador: o estádio Germano Kruger não tem a capacidade mínima de 10 mil lugares e precisaria ser ampliado.
Outros estádios em condições de receber jogos da Série B, o Willie Davis, em Maringá, e o Café, em Londrina, estão interditados. Sobra o Olímpico Regional, em Cascavel, mas este é considerado muito distante pelo clube.