O alto funcionário do Flamengo envolvido em um suposto caso de abuso sexual enviou na quarta-feira, por meio de seu advogado, um fax à CPI da Pedofilia explicando que não poderia comparecer nesta quinta em Brasília para prestar depoimento.

Ele alega que não foi convocado formalmente e que não teria condições financeiras para se deslocar do Rio até a capital federal. Presidente da CPI, o senador Magno Malta afirmou que a comissão paga a viagem e manteve a reunião para ouvir o acusado para esta manhã. O senador disse que ele será chamado novamente e, se preciso, a Polícia Federal iria buscá-lo.

"O fax enviado por seu advogado diz que só ficou sabendo às 14h de hoje (ontem), pela imprensa, que tinha sido convocado pela CPI. E diz que não possui condições financeiras. Mas temos um orçamento para isso. Ele deve estar brincando. Vamos quebrar o sigilo fiscal dele dos últimos oito anos", afirmou Magno Malta. "Ele será convocado novamente coercitivamente. A Polícia Federal irá buscá-lo". No documento enviado à CPI, o acusado explica que "contrariando o que vem dizendo a imprensa, não foi convocado formalmente pela CPI" e declara que "não possui condições financeiras de arcar com o custo da viagem Rio-Brasília-Rio". O acusado requer que "seja designado novo dia para comparecer a essa CPI". Seu advogado não foi encontrado para comentar o caso.

O delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Marques, da DCAV, foi convidado para comparecer à CPI. Mas afirmou que não poderia ir nesta quinta à Brasília, pois já havia assumido um compromisso e só recebeu o comunicado na terça-feira à noite. A sócia do Flamengo que denunciou o caso será chamada para prestar depoimento na CPI.