Se o Inter queria chuva, teve chuva. No início da semana, em conversa com o técnico Jorge Fossati, o zagueiro Bolívar ficou sabendo que os efeitos da altitude em Quito são amenizados quando chove. Desde então, ele e outros integrantes da delegação colorada ficaram torcendo para que caísse água do céu no jogo contra o Deportivo Quito, às 23h30m (de Brasília) desta quinta-feira. E não é que aconteceu? Pelo menos durante a manhã, chove em Quito.
Pena que Bolívar não tenha como aproveitar as vantagens da chuva na cidade. Com problema no joelho esquerdo, é mínima a chance de ele ir a campo contra o Deportivo Quito. Para o restante do elenco, o jogo será de Libertadores, mas com clima de Gauchão. Além da chuva, os colorados terão que encarar muito frio.
Sim, é bem verdade que os 12 graus da manhã desta quinta estão longe de apavorar quem está acostumado às baixas temperaturas. O problema vem à noite. Na quarta-feira, quando o Inter deixou o Olímpico Atahualpa depois do treinamento, um termômetro próximo ao estádio marcava 13 graus. Eram cerca de 19h pelo horário local, duas horas e meia a menos do que o início da partida desta quinta. Seguindo a lógica, o frio vai pegar a boleirada à noite.
É o segundo jogo do Inter na Libertadores. Uma vitória esboça a classificação vermelha às oitavas de final, porque depois o Colorado terá dois jogos “em casa” contra o Cerro, do Uruguai. O primeiro é em Rivera, no país vizinho, mas em uma cidade que faz fronteira com o Rio Grande do Sul. A maioria esmagadora da torcida será gaúcha. E o segundo, claro, será no Beira-Rio.