O governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), foi notificado à revelia nesta segunda-feira de que a Câmara Legislativa abriu processo de impeachment contra ele. Suspeito de comandar um esquema de pagamento de propina, Arruda tem a partir de hoje 20 dias úteis para apresentar defesa.
Acompanhado de dois procuradores da Câmara Legislativa, o primeiro-secretário da Câmara, Batista das Cooperativas (PRP), foi até a Superintendência da Polícia Federal para formalizar a abertura do processo. O encontro entre Arruda e Batista durou cerca de uma hora e o governador afastado não teria assinado o documento. Dois policiais serviram de testemunha.
"O governador se recusou a assinar o documento. Nós o intimamos e agora ele tem um prazo de 20 dias úteis para apresentar a defesa", disse.
Após a entrega defesa, um parecer será elaborado pela comissão especial da Câmara Legislativa criada para analisar o impeachment. Se aprovado, será encaminhado ao plenário. Pela regras da Câmara, Arruda pode renunciar ao mandato para escapar da cassação até o início da segunda votação em plenário para evitar a perda dos direitos políticos.
A expectativa é de que o processo seja analisado pelos deputados em abril. Caso seja referendado por 16 dos 24 deputados, Arruda fica afastado e um tribunal formado por cinco desembargadores e cinco parlamentares analisa a cassação do governador.