Saí do trabalho, no Rio Comprido por volta das 21h45, aproveitando uma trégua no temporal que atingiu o Rio na noite de ontem. O trânsito era intenso na rua Paulo de Frontin em direção ao Túnel Rebouças, mas depois de 15 minutos, apesar do engarrafamento, consegui entrar no primeiro túnel. Foi quando me dei conta de que deveria ter esperado mais tempo no trabalho. Funcionários da prefeitura interditaram as galerias devido a um bolsão de água debaixo de um viaduto, logo na saída do Rebouças, sentido Lagoa. Passei quase uma hora parada na primeira passagem do túnel, sem qualquer informação sobre o que havia causado a paralisação ou quando conseguiria sair e sem sinal de celular ou rádio. Muitos passageiros que estavam em ônibus e taxis abandonaram os veículos e caminhavam em direção a saída do túnel, ignorando o perigo das motos que passavam em velocidade entre os carros. Quando finalmente o trânsito começou a fluir, percebi que os carros estavam sendo desviados para o Cosme Velho. O trajeto do trabalho para casa, que normalmente faço em 15 minutos, demorou 1h30 ontem, devido ao caos nas ruas do Rio.
Joana Duarte, 28 anos, é repórter da Internacional do Jornal do Brasil e estava de plantão na sua editoria