Após nove anos, o São Paulo voltou a entrar em campo com uma camisa sem patrocinadores, no empate contra o Oeste, nesta quarta-feira. O contrato com a IPS (empresa que estampava seu logo na manga) se encerrou no último dia 28 de fevereiro.

Em busca de um novo patrocinador, o São Paulo mira alto. A intenção da diretoria é fazer um acordo no qual o valor recebido seja mais do que o dobro do antigo. Diferentemente do Corinthians, o São Paulo não quer exagerar no número de marcas estampadas em sua camisa e ultrapassar o valor que a Hypermarcas paga ao rival, avaliado em R$ 38 milhões, sendo o maior acordo de patrocínio de camisa do futebol brasileiro.

"Trabalhamos com um valor total que ultrapassa os R$ 40 milhões, somando-se peito, costas e mangas. Não pensamos em novos espaços no uniforme, buscando preservar as características tradicionais", disse Adalberto Baptista, diretor de marketing do clube.

Durante todo o mês de março, estarão à venda as camisas somente com o escudo e as cores do clube. O primeiro lote deve chegar às lojas nos próximos dias.

Mesmo que o São Paulo feche acordo com um patrocinador ainda neste mês, as camisas "limpas" ficarão à venda pelo menos até o fim de março. O clube fez um acordo com a Reebok (fornecedora de material esportivo) para garantir isso.

"Essa medida de garantir a venda durante todo o mês de março é um prêmio ao torcedor tricolor. Afinal, depois de nove anos com a LG o são-paulino estava esperando a oportunidade de comprar uma camisa tradicional que, pelo sucesso das parcerias do São Paulo, acaba sendo uma camisa histórica", afirmou Julio César Casares, vice-presidente de comunicações e marketing, ao site oficial do São Paulo.