Um forte terremoto de magnitude 6,8 atingiu na manhã desta sexta-feira (5) a costa do Chile, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA. Horas antes, um tremor de magnitude 6,1 abalou a mesma região. Não houve alerta imediato de ondas gigantes em nenhum dos dois tremores, segundo o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, também americano.
O segundo terremoto ocorreu às 8h47 locais, mesmo horário de Brasília. O epicentro localizou-se na costa da região de Bio-Bio, a 33 km de profundidade, a 30 km da cidade de Concepción e a 420 km da capital, Santiago.
Um forte terremoto de magnitude 6,3 atingiu a costa do Chile nesta sexta-feira (5), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA.
O primeiro tremor havia ocorrido às 6h19 locais`, a uma profundidade de 35 km, a 40 km da cidade de Concepción.
A energia elétrica chegou a ser cortada por alguns minutos depois do primeiro tremor, e várias pessoas foram às ruas na cidade de Concepción, com medo do tremor, que teve cerca de um minuto de duração.
Mais cedo ainda, às 6h08, houve outro, de magnitude 4,7 graus e com epicentro em terra firme perto de San Rosendo, cerca de 570 quilômetros ao sul de Santiago. Durante a madrugada houve outros terremotos, o primeiro à 0h34 e de 5,7 graus. Mais tarde, às 7h31, a costa teve outro tremor de magnitude 5,1.
O Chile e sua região costeira têm sido alvo de vários tremores secundários depois do violento abalo de magnitude 8,8, ocorrido na madrugada de sábado, 27 de fevereiro, que provocou tsunamis e matou ao menos 802 pessoas em várias regiões do pais.
Apesar de esperados, os tremores secundários têm assustado as populações na região da cidade de Concepción e também na capital, Santiago.
Luto
O país decretou três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto, ao mesmo tempo que prosseguem as operações de resgate e ajuda.
Nesta sexta-feira, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que no sábado visitará a região do desastre.
Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas.
A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.
Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.
Em Concepción (500 km ao sul de Santiago), que ainda está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14 mil soldados nas áreas de desastre.