A novela sobre a votação do Orçamento chegou ao fim, com um aumento de R$113,4 milhões para R$ 120 milhões no duodécimo da Assembléia, Tribunal de Contas e Ministério Público , o governo finalmente sabe quanto vai gastar para o exercício de 2010. No total de R$ 5,7 bilhões, os aumentos foram assim distribuídos: MP, ganhou mais R$ 800 mil, o TC mais R$ 1,2 Milhões e a Assembléia ficou com R$ 6 milhões de aumento.
Mas a sessão foi tensa e tanto o governador Teotônio Vilela quanto a Mesa Diretora sofreram severas críticas dos deputados oposicionistas, Rui Palmeira, Judson e Paulão que juntos a Antonio Albuquerque votaram contra a aprovação do Orçamento.
A Sessão teve início com uma pausa para conversa entre as lideranças e logo depois foi reaberta com duros discursos por parte dos deputados Paulão e Judson Cabral que apontaram a falta de transparência da Mesa Diretora.
Antonio Albuqueque subiu o tom e disse que seria hipócrita se aprovasse uma coisa que ele não sabe o que é.
“Eu só sei do valor total, sou deputado e não sei como e quanto esta Mesa gasta o dinheiro, não tenho informações sobre os gastos da Casa e não vou aprovar um orçamento que desconheço” explicou ele.
Até o deputado Rui Palmeira, que é do mesmo partido do governador e do presidente da Assembléia, o PSDB, criticou a falta de transparência e lembrou de episódios como os R$ 2 milhões que foram conseguidos em um convênio com a Caixa Econômica.
“Ninguém me diz o que fizeram com estes R$ 2 milhões, já fiz vários requerimentos e ninguém na Mesa respondeu, este dinheiro simplesmente sumiu” explicou Rui Palmeira.
Pelo governo falaram Temóteo Correa que entrou em embate com Judson Cabral e Arthur Lira que respondeu a Paulão, sobre as emendas individuais.